Sempre pensei em me enquadrar nessa vida de blogs, publicações de textos e etc, porque sempre me falavam que eu escrevia bem. Comecei de leve um texto aqui, outro ali, achei legal. Desabafava até. Descobri que ai morava o perigo. Falava demais. Todos poderiam ver num blog. Mas, pensando bem, com a minha popularidade e o interesse das pessoas em criações intelectuais, se eu quiser falar sobre a marca da calcinha naquele shortinho branco da menina mais “popular” do colégio, ninguém vai notar [é só para dar exemplo tá? (tá bom gata?)].
Já vou avisando os navegadores que não estou me preocupando com ortografia, parágrafos, etc. Aviso porque eu tenho essa maldita mania de me explicar pra todo mundo. Seguindo esse pressuposto, estava procurando um bom motivo para dar inicio a esta nova empreitada. To aqui sentado em uma cadeira de balanço, com um notebook no colo, com cara de menino intelectual, uma forma de aproveitar melhor os óculos e a pança do sedentarismo de um tempo de cursinho – sou que nem mulher que avança a idade, nunca há revelo quanto tempo – mas confesso que não foi necessário pensar muito. O texto ta pipocando aqui. Adivinha só, dia 25 de dezembro de 2009, mais precisamente às 12 horas e 20 minutos, horário oficial do MS, que tipo de texto pode ser?
Rrrrretrospectiva 2009! O ANO MALDITO! Todo mundo depositando um milhão de expectativas sobre a única coisa que faço nessa vida, mais uma vez confusões amorosas que machucam mais de duas partes - Don Juan? Não, impulsivo mesmo - recuperação de grandes amizades, volta de um grande amor – juro que eu acho que não tenho idade pra escrever isso, mas é o que eu acho... – novo apartamento, vida de dona de casa, enfim... Fato é que todo ano é assim. Eu não quero, mas, a maldita retrospectiva passa pela minha cabeça. Penso no que fiz e o que deixei de fazer, nessa época do ano eu vejo que arrependimento existe sim, nem que seja por coisas mais banais. Por exemplo, porque eu tenho que ser “o palhaço da turma” como bem diz a minha namorada. Palhaço do tipo que tem coragem de falar as piores besteiras e as piores piadas possíveis? Já até pensei no fato de necessitar de atenção. Um pouco disso também, como todo mundo, mas a minha vontade não é ser o centro. Uma vez parei pra refletir no auge dessas palhaçadas... Eu não seria meu amigo... – síndrome da vergonha alheia. Vamos tentar fazer 2010 um ano mais sério. Ou não – muito difícil, juro.
Como em todos os anos, uns vão embora e eu continuo no cursinho. To vendo que em 2010 não vai ser diferente. É duro criar amizades com ”nerds" e não ser um. Dizem que tudo tem o seu tempo, que vai valer a pena mais um ano. Pode ser que sim, até porque não me vejo fazendo outra coisa, mas espero também que o IDH aumente, assim como a expectativa de vida, caso contrario não vou poder aproveitar muito do curso ou passar pra residência. Enfim, criei grandes amizades e espero ter mantido as que eu já tinha. Isso pra mim é fantástico, porque sai de uma cidade sem quase nenhum grande vínculo, tive que começar de novo, e nesse aspecto já colhi bons frutos. Gostaria de citar alguns nomes aqui, mas acho que ia ficar apelativo, não quero IBOPE a essas custas – doce ilusão – já ficarei feliz se tiver que usar a outra mão para fazer contagem de visitas.
Enfim, dizem que texto bom não presta, mas até eu vou relevar e postar assim mesmo. Vou continuar meus anseios, meus desabafos e o que vier por ai em outras produções. Quem veio aqui procurando uma grande coisa, perdoe-me aqui o negocio é simples, solto, sem muito compromisso. Nada de poesia, frases bem construídas e nem título. Surgiu na cabeça, já está nas pontas dos dedos. A retrospectiva continua, e vou tentar manter isso aqui atualizado. É isso, muito prazer a quem não me conhece, pros conhecidos valeu a força, comentem, se quiserem!
Rodrigo Figueiredo Nery
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
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